Arquitetura da Suécia
A arquitetura na Suécia combina tradições suecas com impulsos vindos do exterior. As influências vieram da Europa e mais recentemente dos Estados Unidos. De uma forma geral, essas influências chegaram tarde e foram adaptadas ao gosto e tradições do país. Assim, o neoclassicismo virou estilo gustaviano (Gustaviansk stil), o estilo império ficou estilo Carlos João (Karl Johanstil), e o modernismo desembocou no funcionalismo (funktionalism).[2][3][4][5] PeriodizaçãoIdade MédiaA Idade Média na arquitetura sueca foi dominada por dois estilos - o românico e o gótico. O estilo românico dominou a cena arquitetônica nos séculos XI e XII, tendo como seu melhor expoente a Catedral de Lund. As igrejas eram agora construídas em pedra, com paredes grossas e janelas e portas providas de arcos redondos. A maioria da igrejas suecas da Idade Média foram todavia construídas seguindo o estilo gótico, dominante a partir do século XIII, como é o caso da Catedral de Uppsala, da Catedral de Skara e da Catedral de Linköping. Este estilo caracterizou a arquitetura do país até à chegada do estilo renascentista, no século XVI.[6][7][8] RenascimentoO estilo renascentista chegou à Suécia no século XVI, na época da Dinastia de Vasa, vindo da Itália e da França. Os arquitetos da época aspiravam à simplicidade e à luminosidade. Entre as obras realizadas nesta altura estão o Castelo de Kalmar, o Castelo de Vadstena e o Castelo de Gripsholm.[9][10][11][12] BarrocoEntre 1640 e 1740 - na Era do Império Sueco (Stormaktstiden) - a casa real e a nobreza mandaram erigir palácios magnificentes em estilo barroco, refletindo a posição da Suécia como grande potência regional do Norte da Europa.[13] Inicialmente foram contratados empreiteiros alemães e holandeses. A pouco e pouco apareceram arquitetos suecos, e as fontes de inspiração passaram a ser francesas e italianas.[14] Entre os principais arquitetos da época, estão Nicodemus Tessin, o Velho (autor do Palácio de Drottningholm e do Palácio de Skokloster), e Nicodemus Tessin o Jovem (autor do Palácio Real de Estocolmo e da Catedral de Kalmar).[15][16][17] GustavianoO estilo gustaviano é uma variante sueca, numa forma mais austera, na transição entre o rococó e o estilo neo-clássico. Marcou a arquitetura e a arte decorativa de interiores e móveis na Suécia, durante a época do rei Gustavo III. Georg Haupt foi um famoso desenhador de móveis, Jean Eric Rehn introduziu a arquitetura de interiores na Suécia, Carl Wilhelm Carlberg desenhou o Palácio de Gunnebo.[18][19][20] Romantismo nacional e JugendO romantismo nacional (nationalromantik) enformou a arte arquitetônica de 1890 até à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), realçando a herança cultural da Suécia, assim como a sua natureza e o seu mundo rural. O estilo Jugend - também conhecido em outros países como Art Nouveau - afirmou-se na Suécia desde 1896 até o princípio do século XX, como uma reação contra a banalização e superficialidade das imitações estilísticas.[21][22][23] Classicismo nórdicoComo reação ao romantismo nacional, surgiu nas décadas de 1910 e 1920 o classicismo nórdico, com formas mais austeras e simples. Este novo estilo ficou conhecido internacionalmente como "Swedish Grace". A Biblioteca Municipal de Estocolmo e a Sala de Concertos de Estocolmo de Hötorget são dois expoentes desta época artística. Os arquitetos Ivar Tengbom e Erik Gunnar Asplund são dois representantes do classicismo nórdico.[24][25][26] FuncionalismoA variante sueca do estilo modernista recebeu o nome de funcionalismo. A função era mais importante do que a decoração, e os edifícios deviam ter "ar e luz". Novas soluções - rápidas e baratas - produziram construções monótonas e sem variação, com formas geométricas simples e fachadas lisas e sem decorações.[27][4][28]
Arquitetura pós-modernaA reação contra o modernismo conduziu ao pós-modernismo, por volta dos anos 70, com manifestações estilísticas muito variadas, combinando de forma "sui generis" elementos antigos e clássicos. O arquiteto Ralph Erskine é um dos autores desta nova época arquitetônica.[29][30][31] Arquitetos destacados
Ver tambémReferências
Bibliografia
Ligações externas
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