Zwarte Piet![]() Zwarte Piet (traduzível como "Pedro, o Negro") é um personagem da festa holandesa de São Nicolau (Sinterklaas). É um pajem que ajuda São Nicolau a distribuir presentes. A cada ano, Zwarte Piet chega à costa holandesa no barco a vapor de Sinterklaas, procedente da Espanha, e reparte brinquedos aos meninos que se portaram bem. Trata-se de um pajem de rosto negro que se veste com traje renascentista, cabelo encaracolado, gorro com plumas, pendentes dourados e grossos lábios vermelhos.[1] Sua origem é muito díspar: em princípio inspira-se num demônio que se dedicava a sequestrar meninos, derrotado por São Nicolau e convertido em seu assistente. Por esta razão, ameaça-se aos meninos que se portam mal com que Zwarte Piet leva-los-á num saco rumo a Espanha.[2] Outras fontes apontam a um simples servo mourisco, um antigo escravo etíope que vive com o santo porque este comprou sua liberdade, e inclusive um limpador de chaminés que tem a cara manchada por deslizar nas lareiras.[3] Seu aspecto físico foi descrito pela primeira vez em 1850 pelo professor Jan Schenkman no conto Sint Nikolaas em zijn knecht ("São Nicolau e seu servente").[4] Desde a segunda metade do século XX São Nicolau está acompanhado por vários Pieten com sua própria responsabilidade. Enquanto o santo comporta-se sempre com distinção e seriedade, os pajens são mais arteiros e dão aos meninos pepernoot (bolachas de caramelo), kruidnoten (bolachas de especiarias) e strooigoed (bolachas com confeitos), entre outros doces. O personagem é objeto de controvérsia entre parte da sociedade neerlandesa porque alguns o consideram racista, surgido numa época de império colonial, e inclusive se usa como insulto.[1][3] Em uma pesquisa levada a cabo em dezembro de 2020, 78% os inquiridos responderam não ver racismo na figura do Zwarte Piet, enquanto 17% a consideravam racista.[5] Os defensores da manutenção da imagem tradicional alegam ser uma tradição infantil sem nenhuma conotação.[1] Em julho de 2014, o Alto Comisionado de Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu ao governo que revise a representação da figura "como um torpe criado negro".[3] Referências
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