Vila Pública
A Vila Pública (em latim: Villa Publica) era um prédio da Roma Antiga situado no Campo de Marte, famoso por ser um dos mais antigos edifícios de Roma e o único público a ser edificado ali antes do fim da República Romana.[1] Seu nome, como sugerido pelos estudiosos, aplica-se não somente ao edifício, mas ao espaço aberto circundante, onde boa parte dos negócios da Vila Pública ocorreram. Foi estabelecida em 435 a.C.[2] pelos censores Marco Gegânio Macerino e Caio Fúrio Pácilo Fuso para servir como base dos censores.[3] No recinto chamado Ovília, os romanos reuniam-se na assembleia das centúrias para votar, realizavam os censos e cobravam e regularam os exércitos.[4] Fora sua função original, também serviu, segundo Tito Lívio, como abrigo às embaixadas inimigas à Roma.[3] O edifício foi restaurado e ampliado em 194 a.C. e provavelmente novamente em algum momento após 55 a.C., quando foi descrito num denário de Públio Fonteio Capitão, e antes do reinado do imperador Tibério (r. 14–37), quando Valério Máximo referiu-se a ele no passado.[3] Para Samuel Ball Platner, a reconstrução teria ocorrido ca. 34 a.C. e teria sido encabeçada pelo próprio Fonteio Capitão. Segundo a descrição do denário, era um recinto murado dentro do qual havia um edifício quadrangular com dois andares, dos quais o inferior abriu para fora com uma fileira de arcos. Marco Terêncio Varrão afirma que o prédio era decorado com pinturas e estátuas.[1] Sua localização exata é desconhecida. Para Platner, provavelmente esteve em algum lugar ao norte da moderna Praça de Jesus,[1] pois segundo descrição dos autores clássicos o edifício localizava-se próximo à Septa Júlia,[3] ao Circo Flamínio e ao Templo de Belona, de tal modo que, o senado, reunido no último, pode ouvir os gritos dos 4 000 presos que estavam sendo executados no interior da Vila Pública por ordens de Sula após sua vitória na batalha da Porta Colina de 82 a.C..[1][5] Seja como for, é consensual que o espaço aberto da Vila Pública incluía o território imediatamente a sul do Diribitório e leste da Área Sagrada do Largo de Torre Argentina, bem como parte da área do Templo de Ísis Campense.[3] Sob Augusto (r. 27 a.C.–14 d.C.), essa zona foi ocupada pelo Pórtico de Minúcio e o Teatro de Balbo, porém, segundo indicação Josefo, sob a dinastia flaviana ainda havia porções desocupadas. Para Andrew B. Gallia, sob Augusto a Vila Pública teria sido limitada a sul pelo distrito residencial de Palacina. Para Lawrence Richardson Jr., parte do edifício e o Altar de Marte teriam sido transformados, sob Domiciano (r. 81–96), no Templo dos Divinos.[3][6] Localização
Referências
Bibliografia
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