Rondas campesinas![]() As Rondas Campesinas ("rondas camponesas" ou "patrulhas camponesas") referem-se a organizações de defesa que surgiram a partir da década de 1970 nas regiões rurais do norte do Peru. Essas patrulhas comunitárias também constituem uma alternativa à justiça, inclusive organizações paramilitares durante o conflito armado peruano nas décadas de 1980-1990. Seus membros, chamados “ronderos”, desempenham um papel específico em um espaço social onde o Estado é praticamente ausente. Definição e funcionamentoA denominação Rondas Campesinas designa três organizações distintas:
Embora as rondas camponesas sejam compostas principalmente por homens, também existem rondas femininas.[3] HistóricoNa década de 1960, os roubos de gado eram muito frequentes na região de Cajamarca, levando os camponeses a ficarem acordados à noite para vigiar o rebanho. Com o desaparecimento das haciendas (grandes propriedades agrícolas) em 1969, por problemas de corrupção,[4] as autoridades se ausentam do campo, o que favorece o surgimento de ondas de banditismo e leva os camponeses a organizar sua proteção e manter a segurança dos habitantes do campo. Estas missões continuariam depois disso.[2] A primeira ronda surgiu em 29 de dezembro de 1976 na comunidade camponesa de Cuymalca, no distrito e província de Chota na região de Cajamarca.[5] Durante o conflito armado peruano, as Rondas Campesinas combateram o Sendero Luminoso no norte do país[6], bem como o Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA). As organizações desempenham um papel significativo na derrota desses dois movimentos, privando-os do acesso às aldeias rurais e, portanto, do apoio logístico. Ao final do conflito, a maioria dos combatentes retorna às suas comunidades sem servir a outros atores envolvidos em atividades ilícitas. Pedro Castillo foi um dos ronderos da região de Cajamarca, de onde é originário e onde trabalhou como professor. Com o apoio do partido de esquerda radical Peru Livre, venceu as eleições presidenciais de 2021.[6] Referências
Bibliografia
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