Piotr Skarga
Piotr Skarga (lituano: Petras Skarga), (Grójec, Masóvia, 2 de fevereiro de 1536[1] – Cracóvia, 27 de setembro de 1612;[2] atualmente também chamado de: Piotr Powęski; encontrado em algumas fontes inglesas como Peter Skarga) foi um jesuíta polonês, orador, hagiógrafo, polemista e principal figura da Contra-Reforma na República das Duas Nações. Foi chamado de o "Bossuet polonês" devido as suas habilidades em retórica. Educado em Grójec e Cracóvia, ele começou trabalhando como tutor para a família de Andrew Tenczynski, castelão de Cracóvia, e, alguns anos mais tarde, depois de uma visita à Viena, tornou-se religioso, e desde 1563 esteve à serviço da catedral de Lwów. Sua oratória fazia tanto sucesso que ele decidiu tornar-se um missionário pregador no meio da comunidade, a fim de melhor combater os desvios sociais e políticos do cotidiano. Para tal tarefa ele se preparou e estudou Teologia na Itália de 1568 até 1570 e finalmente entrou para a Companhia de Jesus. Em seu retorno à Polônia ele pregou em Pułtusk, Jarosław e Płock sob a poderosa proteção da Rainha Ana Jagiellon. Durante uma missão na Lituânia ele converteu ao Catolicismo numerosas famílias nobres, inclusive os Radziwills. Ele se tornou o primeiro reitor da Universidade de Vilnius em 1579, onde ele escreveu seu livro A Vida dos Santos (polonês: Żywoty świętych), que é até hoje ainda muito lido. Em 1584 ele foi transferido para o novo Colégio jesuíta de Cracóvia e em 1588 ele se tornou o pregador na corte do Rei Sigismundo III Vasa (uma posição que ele manteria até 1611) e fez algumas vezes também discursos no Sejm (parlamento). A nobreza (polonês: szlachta) alegava ter ele uma grande (e maléfica: ele defendia fortemente a autoridade do rei) influência sobre o Rei Sigismundo. Skarga é lembrado pelos poloneses como um vigoroso defensor das reformas políticas na República das Duas Nações e como um crítico das classes dominantes no governo dessa mesma República. Ele defendia o fortalecimento do poder da monarquia em detrimento do Sejm, magnatas e szlachta. Seu nome "Skarga", que em polonês significa "acusação", é devido a sua carreira de reformador e crítico. Uma tradução livre para o seu nome poderia ser a de "Pedro, o Acusador". Ele fundou ou expandiu muitas sociedades católicas de caridade e muitas escolas jesuítas. Obras principais
Ver tambémLigações externas
Notas e referências
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