Lustosa da Costa
Francisco José Lustosa da Costa (Cajazeiras, 10 de setembro de 1938 – Brasília, 3 de outubro de 2012), mais conhecido como Lustosa da Costa, foi um jornalista, escritor, poeta, editor, professor e membro da Academia Brasiliense de Letras.[1][2] BiografiaJornalista profissional desde 1954, tendo iniciado suas atividades no Correio da Semana, em Sobral, no estado do Ceará,[3] principal cenário dos vinte e oito livros que publicou, inclusive dois em Portugal, Vida, paixão e morte de Etelvino Soares e Clero, nobreza e povo de Sobral.[4] Lustosa da Costa era formado em Direito[5] e foi professor de Sociologia brasileira da Universidade Federal do Ceará, procurador do IPASE e técnico em comunicação da Câmara dos Deputados.[6] No Correio da Semana, de Sobral (CE), em 1954, Lustosa escreveu seu primeiro artigo sob as iniciais L.C., a respeito da ascensão de Café Filho à Presidência da República. Em Fortaleza, foi repórter político e trabalhou na TV Ceará e na Ceará Rádio Clube, todos veículos dos Diários Associados. Ocupou o cargo de editor-chefe de Unitário e do Correio do Ceará, antes de se transferir para Brasília, onde, durante 14 anos, foi repórter político da sucursal de O Estado de S. Paulo e do Jornal da Tarde, além de comentarista político do Correio Braziliense (o primeiro periódico genuinamente brasileiro, porquanto lançado de início em Londres). Até seu falecimento (2012), era colunista político do Diário do Nordeste, em Brasília.[7][8] Em 2000, elegeu-se para a Academia Brasiliense de Letras e ganhou o Prêmio Ideal Clube de Literatura com a obra Rache o Procópio! Em 2002, lançou, na Embaixada do Brasil em Lisboa, a edição portuguesa do livro Vida, paixão e morte de Etelvino Soares, que recebeu elogio de nomes como Alice Raillard. Em 2008, teve sua vida contada em duas biografias: Lustosa da Costa, uma biografia (2008, relançado em 2021), de Renato Barros de Castro e Itinerário de Lustosa da Costa: causos e trajetória (2008), de Luiza Helena Amorim. Lustosa da Costa é dono de um estilo único, com enorme capacidade de síntese e dono de um humor, ironia e sarcasmo surpreendentes. Seu modo de narrar, de forma leve e cativante, o levou a ser comparado não sem razão a Aldir Blanc e Mário Prata, além de ter convivido com outros grandes nomes da literatura nacional e internacional, a exemplo de Jorge Amado, Mia Couto ou José Saramago. Historiador e, ao mesmo tempo, personagem da história política, cultural e social do Ceará e de Brasília, teve sua vida contada em duas biografias, uma delas relançada em 2021: mais do que nunca, antigos e novos leitores poderão conhecer a vida e a obra deste grande nome do jornalismo e da literatura nacional, acompanhando histórias bem-humoradas tanto do seu cotidiano como a do país onde acompanhou de perto fatos marcantes de toda uma geração. Obra
Livros sobre Lustosa da Costa
Condecorações e homenagens
Referências
Ligações externas |
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