Edson Giroto
Edson Giroto (Oscar Bressane, São Paulo, 23 de setembro de 1959), é um engenheiro civil e político brasileiro. Eleito deputado federal pelo estado do Mato Grosso do Sul de 2011 a 2014.[1] Foi assessor especial do Ministério dos Transportes e titular da antiga Secretaria de Obras Públicas e Transportes de Mato Grosso do Sul, durante os mandatos do ex-governador André Puccinelli (PMDB), nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010, retomando o cargo em 2013 e 2014.[2][3] BiografiaFilho de Alcides e Malfair, Edson Giroto é o mais velho de quatro filhos (Ivan, Fernando e Cláudia). Tem três filhas. Casado com Solange Pires teve duas meninas (Tainá Faria e Isabela de Oliveira), posteriormente casou-se com Rachel Giroto com quem teve sua filha Vitória Giroto. Viveu toda a infância e adolescência em Oscar Bressane. Começou a trabalhar cedo, atuando como frentista no posto de gasolina da família. Sua dedicação foi reconhecida por seu pai, que montou uma pequena borracharia com a qual Giroto custeou seus estudos na Faculdade de Lins. Posteriormente, Giroto fez curso de especialização na área de transportes. Desde 1985, mora em Mato Grosso do Sul, onde começou a trabalhar como engenheiro e empresário.[1] Como engenheiro realizou obras em Dourados, Corumbá, Ponta Porã e Paranaíba, onde construiu as sedes das prefeituras de Corumbá e Ladário, o Ginásio Municipal de Esportes, a escola estadual Gabriel Vandoni de Barros, os apartamentos funcionais da Marinha e a revitalização da planta industrial da Cimento Itaú. Conheceu o ex governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, em Paranaíba, de quem se tornou grande amigo e que mais tarde seria seu mentor político. Coordenou a campanha de Puccinelli a prefeito de Campo Grande em 1996, e assumiu no ano seguinte o cargo de Secretário de Obras do Município, cargo este que ocupou nos dois mandatos de Puccinelli a frente da Prefeitura.[4] Também ficou à frente da Secretaria de Obras da Capital de Mato Grosso do Sul nos dois primeiros anos de mandato do prefeito Nelson Trad Filho, que assumiu a prefeitura após Puccinelli. Quando André Puccinelli foi eleito governador, convocou Giroto para ser o Secretário Estadual de Obras e Transportes, cargo em que ficou até 2010, quando se filiou ao Partido da República e foi lançado e eleito Deputado Federal.[5] Em 2012, foi candidato à Prefeitura de Campo Grande[4], sendo derrotado por Alcides Bernal.[6]. Indicado por Valdemar da Costa Neto, em 2015 foi nomeado secretário executivo substituto do DNIT, porém com a saída do secretário executivo, Miguel Souza, assumiu o cargo, apesar do veto da ABIN.[7] Operação VintémDe acordo com o Ministério Público, a operação apontou Giroto como um dos responsáveis por acusação falsa de compra de votos contra o então candidato a deputado estadual Semy Ferraz (PT).[8] O suposto crime de "Denunciação Caluniosa" ocorreu no dia 29 de setembro de 2006 quando, depois de uma "denúncia anônima", a Polícia Federal encontrou dentro do carro de Benoal "santinhos" grampeados com notas de R$ 20,00, sendo o assessor preso.[9] Três meses depois, a Polícia Federal desencadeou a "Operação Vintém", desfazendo a descoberta, Semy Ferraz tinha sido vítima de uma trapaça eleitoral. [9] Era porém tarde demais, a eleição já tinha passado e Semy não foi reeleito, o deputado mudou-se de Estado com a família, retornou, mas nunca mais reergueu-se como político dono de mandato.[9] A trama envolveria, além do deputado Edson Giroto, o filho do governador, André Puccinelli Junior, Edmilson Rosa, uma espécie de assessor particular com sala e veículos oficiais, e Mirched Jafar Júnior, dono da gráfica Alvorada e que trabalhou para a campanha do governador Puccinelli em 2006.[9] Como vítimas constam os nomes do ex-deputado Semy Ferraz, do PT, e seu coordenador de campanha, Benoal Prado.[5] Teria sido Edmilson Rosa que arrombou o carro de Benoal Prado para colocar os santinhos.[9] Dez anos depois, o juiz da 5ª. Vara proferiu sentença inocentando os réus André Puccinelli Júnior, Edmilson Rosa, Edson Giroto e Micherd Jafar Junior sob o argumento de que não houve inquérito policial conclusivo para a tipificação do crime de denunciação caluniosa. [9] Operação Lama AsfálticaEm maio de 2016 foi preso na segunda etapa da Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, junto com sua esposa, Rachel Giroto.[10] Esta segunda fase, batizada de "Fazendas de Lama", cumpriu 15 mandados de prisão temporária, 28 mandados de busca e apreensão, além de 24 mandados de sequestro de bens de investigados.[10] A operação investiga a aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.[10] Foi libertado em junho.[11] Em julho de 2016 foi novamente preso, na terceira fase da operação, junto com seu cunhado, Flávio Henrique Garcia Scrocchio.[11] Referências
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