Seleuco V Filómetor
Seleuco V Filómetor (? — 125 a.C.) foi um pretendente ao reino do Império Selêucida, por um breve tempo. FamíliaDemétrio II Nicátor e Cleópatra Teia tiveram dois filhos, Seleuco V e Antíoco Gripo.[1] Demétrio II era filho de Demétrio I Sóter.[2][3] Cleópatra Teia, filha de Ptolemeu VI Filómetor, havia sido casada com Alexandre Balas,[4] e, depois de Demétrio, casou-se com seu irmão Antíoco VII Sideta, com quem teve um filho, Antíoco IX de Cízico.[1] Na Batalha de Antioquia (145 a.C.), no quarto ano da 158a olimpíada, morreram Alexandre Balas e Ptolemeu VI Filómetor, mas Demétrio II Nicátor sobreviveu.[2] Breve reinadoDemétrio II, durante seu cativeiro de dez anos entre os partas,[5] havia se casado com Rodoguna, e foi morto por Cleópatra Teia.[1] De acordo com outra versão, Ptolemeu Fiscão instalou Alexandre Zabinas como rei da Síria; Demétrio foi derrotado em uma batalha perto de Damasco, tentou fugir para Tiro, que recusou sua entrada, e foi morto ao tentar escapar de barco, no primeiro ano da 164a olimpíada.[5] Após Alexandre Zabinas haver derrotado Demétrio e se tornado rei da Síria, Seleuco colocou o diadema real, sem a permissão de sua mãe, e ela o assassinou.[6] Seleuco V tornou-se rei, mas foi assassinado por sua própria mãe com uma flecha, porque ela temia que ele vingasse o pai, ou porque ela havia se tornado louca e passou a odiar todo mundo.[7] SucessãoSeu sucessor foi seu irmão Antíoco VIII Filómetor (também conhecido como Antíoco Gripo).[7] Antíoco VIII Filómetor foi indicado por sua mãe para tornar-se rei da Síria.[6] Alexandre Zabinas, que havia se tornado rei com apoio de Ptolemeu VIII Evérgeta II, passou a desrespeitar Ptolemeu e este, casando sua filha Trifena com Antíoco VIII Gripo, ajudou Gripo a conquistar o trono da Síria.[8] Cleópatra Teia tentou matar Antíoco VIII dando uma bebida envenenada, mas Antíoco forçou-a a beber e morrer do próprio veneno.[7][8] Referências
Árvore genealógica baseada no texto, e nos artigos dos outros personagens. Linhas pontilhadas indicam paternidade questionada pelos autores antigos: |