John Cheever
John Cheever (Quincy, 27 de maio de 1912 – Ossining, 18 de junho de 1982), foi um escritor e contista americano. Dentre as suas obras mais famosas contam-se The Stories of John Cheever que recebeu o Prémio Pulitzer de Ficção em 1979 e Falconer. Por vezes apelidado de "Chekhov dos subúrbios", a sua ficção utiliza como cenário o Upper East Side de Manhattan, os subúrbios de Westchester County, em Nova Iorque, e pequenas vilas e cidades de New England e South Shore, perto de Quincy, no Massachusetts, onde o escritor nasceu.[1] Cheever ficou conhecido pelos seus contos (incluindo "The Enormous Radio", "Goodbye, My Brother", "The Five-Forty-Eight", "The Country Husband" e "The Swimmer"), mas também escreveu romances, como The Wapshot Chronicle (National Book Award, 1958), The Wapshot Scandal (William Dean Howells Medal, 1965), Bullet Park, and Falconer. A sua obra foca-se na dualidade da natureza humana: por vezes dramatizada como a disparidade entre a persona social conservadora dos personagens e a sua degradação interior, e por vezes como o conflito entre dois personagens (muitas vezes irmãos) que reflectem pólos contraditórios - luz e sombra, carne e espírito. Muitos dos seus livros exprimem também a nostalgia de um estilo de vida em extinção (tal como evocado pelo mítico St. Botolphs nos romances Wapshot), caracterizado por um profundo senso de comunidade e de tradições culturais, em oposição ao nomadismo alienante dos subúrbios. Uma compilação dos seus contos, The Stories of John Cheever, foi premiado com o Prémio Pulitzer de Ficção, em 1979, e com o National Book Critics Circle Award. Em 1982, seis semanas antes da sua morte, Cheever foi galardoado com a Medalha Nacional para Literatura pela American Academy of Arts and Letters. BiografiaJohn nasceu em Quincy, no estado de Massachusetts, em 1912. Era o segundo filho de Frederick Lincoln Cheever e Mary Liley Cheever. Seu pai era um próspero comerciante e John passou boa parte da infância em uma grande casa de estilo vitoriano no subúrbio. Na década de 1920, porém, as indústrias de calçado e têxteis da Nova Inglaterra começaram a perder importância. Frederick perdeu boa parte de sua fortuna e começou a beber em demasia. Para poder pagar as contas, Mary abriu uma lojinha de presentes no centro, o que foi visto como uma grande humilhação por seu pai.[2] Em 1926, John começou a frequentar a Thayer Academy, uma escola privada, mas seu desempenho foi ruim e ele enfim foi transferido para uma escola pública em 1928. Um ano depois ganhou seu primeiro concurso de contos, patrocinado pelo Boston Herald e assim foi convidado a retornar a Thayer como aluno especial em caráter experimental. Suas notas continuaram ruins, porém ele saiu da escola expulso por ter sido pego fumando nas dependências da escola.[2] MorteNo verão de 1981, John descobriu um tumor no pulmão direito e em novembro daquele ano soube que o tumor tinha se espalhado para o fêmur, pélvis e bexiga. Seu último livro, Oh What a Paradise It Seems, foi publicado em março de 1982.[3] O tratamento de câncer era bastante debilitante e ele morreu em 18 de junho de 1982, em Ossining, no estado de Nova York, aos 70 anos.[4] Ele foi sepultado no cemitério First Parish, em Norwell, Massachusetts.[5] Obra
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