Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do VícioNota: Se procura pela "polícia religiosa" saudita, consulte Mutaween; diversos outros países também contam com um Comitê para a Propagação da Virtude e Prevenção do Vício.
O Comitê para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício (CPVPV; em árabe: هيئه الأمر بالمعروف و النهي عن المنكر; anteriormente Comitê para a Propagação da Virtude e Eliminação do Pecado, CPVEP) é a divisão da burocracia governamental da Arábia Saudita que se utiliza da "polícia religiosa" (مطوعين, mutaween) para a aplicação da charia (código de leis islâmico) dentro daquela nação. Possui aproximadamente 3500 membros e diversos outros voluntários, que patrulham as ruas do país aplicando as códigos de vestimenta locais, a rígida separação entre homens e mulheres, o respeito às orações do Salá e outros comportamentos tidos como obrigatórios pelo islã. AplicaçãoA polícia religiosa da Arábia Saudita é empregada seguindo ordens diretas do rei Abdullah, e tem a missão de aplicar a charia tal como é definida na Arábia Saudita. Além de ter o poder de prender qualquer pessoa envolvida em contatos inapropriados entre os sexos, fornicação ou proselitismo de religiões não-islâmicas, também pode aplicar códigos de vestimenta e ordenar o fechamento de lojas durante os horários de oração, proibir o consumo ou a venda de bebidas alcóolicas; além disso, previnem ativamente as práticas religiosas de outras fés dentro da Arábia Saudita.[1][2] Os mutaween sauditas frequentemente estão acompanhados da polícia regular do país, porém também patrulham sem escolta. Recentemente lançaram um site no qual qualquer comportamento considerado "não-islâmico" pode ser denunciado.[3][4] Entre as práticas ocidentais reprimidas pelos mutaween está a comemoração do Dia de São Valentim (o Dia dos Namorados no hemisfério norte); condenada como uma "festa pagã", os mutaween inspecionam hotéis, restaurantes, cafés e lojas de suvenir no período que antecede e durante o próprio dia 14 de fevereiro, para impedir que casais muçulmanos se deem cartões comemorativos e outros presentes. A venda de rosas vermelhas, bichos de pelúcia, cartões e quaisquer outros produtos de cor vermelha é banida, de acordo com proprietários de lojas; os produtos são confiscados, e aqueles que forem pegos vendendo-os estão sujeitos a ações judiciais.[5][6] Recentemente a polícia decretou o banimento da venda de cães e gatos de estimação, prática vista também como um sinal de influência ocidental. O decreto, que se aplica à cidade portuária de Jidá, no mar Vermelho, e na cidade santa de Meca, justificou a proibição porque "alguns jovens estavam comprando estes animais e desfilando com eles em público", de acordo com uma nota do Ministério de Assuntos Municipais para o governo da cidade de Jidá.[7] Ver tambémReferências
Ligações externas
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